Revista Casa Claudia Edição de novembro de 2009
MÓVEIS E ACESSÓRIOS

8 modelos de cortinas para vestir as janelas com estilo

Cortinas em destaque: feitas com sobras de colcha ou com desenhos inspirados na obra de Monteiro Lobato, estas 8 cortinas são cheias de personalidade

Reportagem Visual Zizi Carderari
Texto Daniela Hirsch
Fotos Marcos Antônio

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[img0]As cortinas vestem as janelas e arrematam os ambientes. Quando bem escolhidas e em harmonia com a decoração, fazem toda a diferença na composição. Confira nossa seleção que traz oito modelos criativos, além de jeitos diferentes de instalar, e aproveite para mergulhar também nesta reportagem que traz outras 27 cortinas transparentes e vaporosas.




  • Tropical em versão discreta. A cortina feita com o tecido criado pelo designer Attilio Baschera se transformou em atração desta saleta – ela emoldura a paisagem da porta-balcão e, com 3,50 m de altura, chega a arrastar no piso. Um varão de madeira pintada sustenta o tecido, que é amarrado, a cada 20 cm, com duas faixas costuradas na barra superior Um ganchinho na parede lateral abraça uma parte da peça e mantém a cortina aberta. Onde encontrar: tecido da Again, confecção da Três Estrelas Decorações, poltronas da Artefacto. Mesa de centro e vaso também da Again.
  • Cachos de bananas estampados em branco e preto cobrem o tecido criado pelo designer Attilio Baschera, em uma leitura refinada e atual dos motivos tropicais. Onde encontrar: tecido da Again, confecção da Três Estrelas Decorações.
  • Diversão com agulha e linha. As obras infantis de Monteiro Lobato inspiram os bordados aplicados na cortina do quarto de menino. “Cada painel representa um livro. Este é Caçadas de Pedrinho”, diz a arquiteta Tereza Dantas, responsável pela decoração. Como a colcha e as almofadas já são bem coloridas, ela optou por um tecido monocromático. “Neste ambiente, a cortina funciona mesmo como uma moldura da janela.” Onde encontrar: sarja da Casa Bonita, confecção da Casa Mineira, bordado da ONG Artesãs da Linha Nove.
  • Uma prega central confere movimento à cortina inspirada na obra Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato. A peça é fixada em um trilho embutido no forro de gesso e faz parte do projeto da arquiteta Tereza Dantas. “Escolhi a sarja, que tem caimento leve, mas sem transparência”, diz. Onde encontrar: sarja da Casa Bonita, confecção da Casa Mineira, bordado da ONG Artesãs da Linha Nove.
  • Elegância em branco e preto. Como havia faixas em preto e branco no hall de entrada deste apartamento, o designer de interiores Francisco Cálio quis levar a ideia para dentro da sala, porém de um jeito diferente: intercalou as cores em cortes de voal cristal, com 2,70 m de altura. “Adorei a solução. E, com a escolha do trilho suíço curvo, que acompanha o formato da varanda, dá para jogar a cortina para um lado só, sem atrapalhar a vista”, afirma a moradora, Thais Faleiros. A manutenção do tecido é fácil: basta lavar a máquina, sem passar. Pendurado no trilho, ele recupera o caimento. Onde encontrar: tecido e confecção da Maricota Decorações, trilho da Trilho Suíço, cadeiras da Micasa e vaso da L’Oeil.
  • Tecido vazado deixa passar a luz. A escolha dos tecidos da cortina permite que a luminosidade entre de maneiras variadas nesta sala de estar. “A sarja retém um pouco mais a claridade. Porém as duas faixas de tecido de fio aveludado, de trama aberta, possibilitam uma entrada de luz maior. Isso produz um efeito interessante no ambiente”, comenta a arquiteta Regina Adorno, que assina o espaço. A profissional preferiu deixar o trilho suíço aparente. “Ele é discreto, pois mede apenas 1 cm de altura. Se tivesse que fazer uma caixa para embuti-lo, a decoração ficaria mais pesada.” Onde encontrar: tecidos da Aladim, confecção da La Belle Bergère, sofá da Decameron, luminária da Simone Figueiredo Luz. A mesa lateral é da A Lot Of, e a de centro, da Esther Giobbi.
  • Para clarear o espaço. A cortina de algodão suaviza a decoração desta sala, que exibe paredes coloridas e piso escuro. “Gosto sempre de trabalhar com os contrastes. Este espaço pedia uma cortina mais clara. E o detalhe das faixas superiores quebra a monotonia da peça”, explica a arquiteta Esther Giobbi, autora da decoração. Por baixo da cortina, uma persiana de bambu é a responsável por dosar a luz. Onde encontrar: cortina e tapete listrado da Esther Giobbi, cadeiras Brno e mesa da Forma.
  • Argolas costuradas na borda do alto correm no varão de alumínio, com ponteiras de madeira. Na barra, há uma sobra de dois dedos para que o tecido apenas se apoie no chão. Por baixo da cortina, uma persiana de bambu é a responsável por dosar a luz. Projeto de Esther Giobbi. Onde encontrar: cortina e tapete listrado da Esther Giobbi.
  • Com o toque da moradora. Na decoração de seu ateliê, a designer Roxane Dichuni exercita sua criatividade. Ao lado de um corte de seda de estampas geométricas (2,50 x 1 m), ela pendurou outro tecido de padrões mais fluidos. “Pintei-o com a técnica japonesa do shibori. Os panos dão bossa ao ambiente sem tirar a luz”, afirma. Caso o sol esteja muito forte, entram em ação dois rolôs de blecaute, em cuja estrutura de fixação as cortinas mais leves ficam presas. Atenção ao jeito charmoso de amarrar: bolinhas de crochê recheadas de espuma arrematam fios também de crochê. Onde encontrar: tecidos da Safira Sedas, cortina blecaute da Luxaflex, banco estofado da Artesian e tapete da By Kamy.
  • Claridade de ponta a ponta. Extensa, a janela (5,30 m de largura) ganhou uma cortina de linho bem fino, que faz a luz natural incidir de maneira difusa na sala de estar. O franzido da peça é garantido por um truque de instalação, pensado pelo arquiteto André Cavendish, autor do projeto: oculto no rebaixo de gesso, há um trilho suíço duplo. Os clipes costurados ao tecido, com os quais se pendura a cortina, são colocados alternadamente na canaleta da frente e na de trás do trilho, criando a ilusão de um pregueado. “Isso propicia um volume maior à peça”, afirma André. Onde encontrar: confecção da Bianco Chiaro, sofá da Artefacto e abajur da La Lampe.
  • Reaproveitamento total. Encarregada de reinventar este quarto, a decoradora Neza Cesar aproveitou relíquias que a moradora guardava, como o veludo dourado francês da cortina. “O tecido não era suficiente para preencher a altura da janela. Então incorporei um grande barrado, feito de sobras de uma colcha inglesa que também modifiquei”, revela Neza. Nessa faixa, no alto da peça (assim como nos porta-travesseiros), foram aplicados outros tesouros da proprietária: bordados chineses e galões (tiras de ouro velho) de diferentes tamanhos. “Só gastamos com a confecção”, diz a decoradora. Onde encontrar: execução e instalação da cortina realizada pela Interiores Confecções, que também reformou a colcha.