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Aula 4

Cortinas e tapetes

As duas peças fazem muita diferença. Cortinas vestem a casa, trazem alegria, leveza, movimento aos espaços. Tapetes deixam os ambientes mais aconchegantes. Como são itens caros, que a gente não consegue trocar toda hora, pedem cuidado na escolha. Esse cuidado está esmiuçado nas lições abaixo.
  • Lição 1 - Como escolher tecido?
    • Como escolher tecido?

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      Salas e quartos sem cortinas ou persianas são incompletas, sem graça, quase hostis. Ou seja, toda janela merece esse carinho. O grande pulo do gato aqui é a decisão entre os tecidos – mais leves ou mais pesados – e os modelos – com pregas, franzidas, com alças, retas...
      Primeiro exercício: pense se o ambiente pode e deve receber luz natural o tempo todo ou se você precisa que, em alguns momentos do dia, ele permaneça escuro. Normalmente, as salas de estar são lugares que pedem o máximo de luz natural. Quartos e home theaters talvez precisem de escuridão durante o dia. No primeiro caso, portanto, as cortinas devem ser de tecido leve, como voal, linho, seda e algodão. No segundo caso, o importante não é a escolha do tipo de tecido – que pode ser o que mais agradar ao morador -, mas o uso de um forro do tipo blecaute.

      Muito bem, você já sabe que tecido usar – e ele foi escolhido de acordo com a função que a cortina terá no ambiente. Agora, precisa saber qual a cor e a estampa do tecido. Essa escolha segue as regras que você aprendeu na aula 3. Mas há, ainda, uma terceira observação no assunto cortina: o modelo e a forma como ela será pendurada na sua casa. Vamos para a lição 2?

  • Lição 2 - Varão, trilho, prega, franzido...?
    • Varão, trilho, prega, franzido...?

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      Agora, chegou a hora de conhecer as possibilidades de acabamentos para a cortina. Facilidade de instalação ou efeito que você quer criar serão determinantes na escolha.

      O uso do varão
      É um hit, pela simplicidade. Geralmente de ferro ou de madeira, este suporte pode ser único, duplo ou triplo (varões alinhados paralelamente para o forro, a cortina e o xale). Quando triplo, ele ocupa um espaço considerável: cerca de 25 cm. Nas extremidades, são acopladas ponteiras, peças dos mais variados materiais, que dão acabamento e impedem que a cortina desabe para os lados. As cortinas colocadas em varão normalmente são pouco volumosas (poucas pregas). Se o tecido for encorpado, não é preciso fazer pregas ou franzidos – basta colocar ilhoses (argolas metálicas aplicadas no tecido) que facilitam o deslizamento no varão. Tecidos mais leves, como algodão ou um sári de seda, podem dar origem a cortinas com alças, charmosas e despojadas. Quem usa alças pode ou não fazer pregas na cortina. Outro recurso são as argolas com prendedor do tipo jacaré, à venda até em lojas de material de construção. Essas argolinhas podem ser presas diretamente no tecido, que não precisa de nenhum acabamento senão a barrinha.

      Nos trilhos suíços
      Como o varão, eles podem ser únicos, duplos ou triplos. Mas sua versão tripla não avança tanto no ambiente, ou seja, ocupa menos espaço. De alumínio, ele fica preso ao teto, portanto é para cortinas que ocuparão a parede de cima a baixo. Sustenta cortinas quase sempre mais volumosas, com pregas ou franzido, mas isso não é regra. Em geral, os rodízios de poliéster são costurados ao tecido em intervalos de 10 em 10 cm. Quem opta pelos trilhos suíços, quase sempre os esconde em forros de gesso, mas, caso esse não seja o seu plano, peça para a cortineira aplicar o rodízio um centímetro abaixo da borda do tecido – essa folga será suficiente para deixar a cortina rente ao teto e esconder o trilho. Outra vantagem do trilho é ser um amigo dos forros blecautes pois permite perfeita vedação.

  • Lição 3 - Quanto tecido comprar?
    • Quanto tecido comprar?

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      Agora, você precisa definir o tamanho da cortina. Parece consenso: na sala e nos quartos, ela deve ir até o chão, mesmo se a janela acabar antes disso. "O certo é a cortina ir até embaixo, arrastando um pouquinho no chão", explica a decoradora Bya Barros. Então, trabalhando com esse dado e também sabendo o modelo que você quer (franzido ou com pregas), chegou a hora de usar a trena e a calculadora.

      1) Meça a largura da janela, acrescentando a essa medida entre 20 e 40 cm (para evitar que a claridade se insinue pelas laterais). Se o tecido for encorpado, como o algodão ou o linho, multiplique esse número por dois (no caso de tecidos finos, como voal, multiplique por três, para que a cortina ganhe volume). O resultado é o número de panos (ou alturas de tecido – palavra do jargão dos cortineiros).

      2) Em seguida, defina a altura da cortina. Considerando que você seguirá a regra e fará a cortina até o chão, é preciso medir do piso até a altura do varão ou do piso ao teto (se for usar trilhos suíços). Adicione a essa medida de 30 a 50 cm para barra e cabeçote. Você achou a altura total da cortina.

      3) Multiplique a altura total da cortina pelo número de panos (ou de alturas de tecido, que você descobriu no item 1). Agora sim, você vai ter a metragem do tecido. Estamos falando, naturalmente, de um modelo simples de cortina, sem muito volume – exatamente o que se usa atualmente, segundo a decoradora Bya Barros.

      Exemplo para uma cortina de linho:
      Largura da janela: 1,50 m
      (1,50 + 0,40m) x 2 = 3,80 m (número de panos ou de alturas de tecido)
      Altura da cortina: 2 m
      2 m + 0,50 m = 2,50 m (altura total da cortina) Cálculo da metragem de tecido: 3,80 x 2,50 = 9,50 m de tecido.
      As exceções da regra:

      Forro:
      Quando ele é costurado junto à cortina, calcula-se a mesma metragem para ambos. Porém, se a idéia é fazê-lo correr em outro trilho ou varão, o número é um pouco menor: multiplique a largura da cortina (com os 40 cm das laterais) por 1,5 e, em seguida, pela altura da cortina (incluindo os 50 cm de barra e cabeçote). O resultado indicará a metragem total.

      Xale:
      Em geral, eles têm entre 70 e 90 cm de largura. Assim, calcule apenas a altura, acrescentando 50 cm para barra e cabeçote.

      Atenção:
      Os tecidos nacionais costumam ter entre 1,25 m e 1,50 m de largura, o que não muda o cálculo de metragem. Já os tecidos para forro, assim como muitos importados, podem ter 3m. Nesse caso, deve-se considerar esse dado na hora da compra.

  • Lição 4 - E as persianas?
    • E as persianas?

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      Persianas desempenham a mesma função das cortinas. São uma alternativa para os alérgicos (como não são de tecido e têm limpeza fácil acumulam menos pó). Também são fáceis de instalar e, em alguns casos, muito econômicas. Por isso, persianas agradam aos práticos, que amam ainda a sua forma de regular a entrada de luz (pela abertura ou fechamento das aletas). As mais comuns são de plástico e alumínio, mas também existem os modelos de madeira. Os modelos mais simples podem ser comprados em lojas de material de construção, em tamanhos padrões. Sua instalação requer apenas bucha e parafuso. Há ainda modelos elaborados e bem caros, com sistemas de fechamento especial. Persianas, de maneira geral, caem bem em ambientes descontraídos. Mas, se você quer aliar a funcionalidade das persianas com o charme das cortinas, pode optar por xales de tecidos presos em varões ou trilho que cubram as laterais da janela.

  • Lição 5 - As regras básicas do tapete
    • As regras básicas do tapete

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      O tapete deve aquecer a casa, dar uma sensação de aconchego, demarcar ambientes e colorir o cômodo. Aqui vão algumas regras básicas que você deve ter em mente antes de escolher o seu:

      1) Defina a função que o seu tapete vai exercer. Se ele vai delimitar um ambiente – por exemplo, separar a sala de estar da sala de jantar - o ideal é que seu tamanho seja o suficiente para acolher todos os móveis do ambiente que se quer delimitar. Mas se você quer apenas ressaltar um móvel, como uma mesa de jantar ou uma cama, então ele deverá estar 80 cm além do tampo ou dos limites da cama. Então, com a trena em mãos, meça seu cômodo.

      2) Na sala – mesmo que o seu interesse não seja delimitar esse ambiente de outro – o tapete deve englobar todos os móveis. Poltronas, sofás, mesa devem estar inteiramente em cima do tapete, sem nenhum pedaço de fora. Caso contrário, fica feio. No caso dos sofás é ainda pior: fica desconfortável para quem se senta pois o móvel pode balançar. O tapete deve entrar pelo menos 20 cm sob o sofá. E tapete pequeno na frente do sofá, nem pensar: fica parecendo capacho.

      3) Tapete não precisa fazer parzinho. Os tapetes da sala de estar e jantar não devem ser iguais: senão, eles vão ficar com cara de carpete. A melhor saída é buscar uma unidade para os modelos, que pode ser na cor, na textura ou na estampa. Você pode escolher tapetes do mesmo tom, mas com tramas de alturas variadas, por exemplo.

  • Lição 6 - Cores e estampas de tapetes
    • Cores e estampas de tapetes

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      Já sabe o tamanho de tapete que melhor se enquadra em seu ambiente? Então, chegou a hora de prestar atenção nos modelos. Atenção:

      1) Revestimentos neutros e lisos, como porcelanato sem estampa ou madeira com poucos veios podem receber tapetes com estampas orientais. Piso muito trabalhado, como os parquês, cerâmica estampada, mosaicos e ladrilhos precisam de tapetes lisos.

      2) A cor dos tapetes deve estar em harmonia com os móveis e o tom geral da decoração. Se sua sala tem cores vivas, um tapete de cor neutra não briga com o ambiente. Por outro lado, se a sala é neutra, o tapete pode trazer – se você gostar – uma cor mais viva ou uma estampa alegre.

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Faça o simulado e descubra como foi seu aproveitamento da terceira aula!


 

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