Quanto custa decorar?
Nesta primeira lição você aprende que sua criatividade e algumas pequenas regras são as principais aliadas da economia. Às vezes, transformar um ambiente significa apenas pintar uma parede – neste caso, uma lata de tinta de R$ 15 é o suficiente. Mas, talvez, você precise trocar os móveis e, aí, a diversidade de opções é imensa. “É possível comprar seus móveis em lojas luxuosas, mas também pesquisar em feiras ou em pontas de estoque. É possível comprar um sofá de três lugares que custe R$ 5 mil ou transformar uma cama velha num sofá diferente”, sinaliza o designer de interiores Roberto Negrete.
Então, o que fazer? O custo da sua decoração será definido a partir de três passos:
1) Descubra o que é sonho e o que é necessidade (e isso você aprenderá na lição 2 dessa aula).
2) Planeje as mudanças (ao final desse curso, você ficará craque e pronto para planejar tudo), respeitando os limites do seu bolso (ou seja, quanto dinheiro você tem para começar agora e quanto consegue juntar ao longo dos meses para dar andamento ao seu projeto).
3) Finalmente, decida o que será feito imediatamente e o que pode esperar (você também aprenderá o que deve ser feito antes e o que pode esperar na lição 3). Você tem dinheiro para comprar tudo hoje mesmo? Que sorte! Mesmo assim, negocie desconto. Pagamento à vista pode gerar, em média, 7% de abatimento no preço.
Seu primeiro exercício será muito prazeroso: dê uma volta pelas lojas de decoração na sua cidade. Com esse passeio, você vai se interar da média de preços dos objetos e móveis que acha mais bacana. É um passeio sem compromisso – não precisa definir o que vai comprar agora: apenas observe o que está nos show rooms e seus preços. Já o segundo exercício requer um pouco de imaginação: olhe tudo o que você tem em casa e pense o que pode e o que não pode ser reaproveitado. O sofá precisa ser trocado porque está com a espumar desconfortável ou bastar usar uma capa? Você precisa mesmo de uma cômoda nova ou uma pátina deixaria o móvel mais atual? “Reaproveitamento baixa o custo da sua decoração”, ensina a designer de interiores Bya Barros. Guarde essas informações, pois elas serão úteis na hora de desenhar seu novo espaço.
Sonhos x Necessidades
Decorar não é sinônimo de ornamentar. Mais do que preocupação estética ou modismos, o que deve nos mover é a busca de um lugar especial, que atenda às nossas necessidades e que nos faça sentir bem. Aquilo que de fato é importante não se esconde em objetos, móveis e espaços, mas na combinação desses elementos que refletem o que somos e estimulam emoções, sentidos, memórias. Essa é a grande arte da decoração.
Abaixo, seguem algumas perguntas que você deve se fazer (e as decisões que provavelmente tomará de acordo com as respostas):
1) Quais são os hábitos da minha família? Se responder que vocês adoram fazer churrasco no final de semana, provavelmente seu foco na decoração privilegiará as áreas externas e os móveis de jardim. Se responder que adoram ver filmes juntos, vai precisar ficar de olho em sofás confortáveis e bons equipamentos eletroeletrônicos.
2) Gosto de receber? Se sim, sua sala terá uma distribuição que propicia a conversa e talvez compense investir em bons jogos de jantar, belas toalhas de mesa. Já se a resposta for não, muito provavelmente, os modelos de sofá e a forma de distribuí-los serão diferentes.
3) Uma sala para mim é tão importante, a ponto de eu querer derrubar as paredes de um quarto para que ela fique maior? Se sim, paredes virão abaixo. Se não, tudo fica como está.
4) Gosto de ambientes coloridos ou me sinto melhor em lugares mais clean? A resposta definirá se as cartelas de cores serão suas grandes aliadas ou se o branco e o gelo predominarão.
5) Gosto de cozinhar? Quem gosta de cozinhar, precisa de grandes bancadas e bons acessórios. Quem mal entra na cozinha, não precisa de muito espaço, nem de eletrodomésticos de última geração.
6) Em que ambientes da casa passo a maior parte do meu tempo? Com a resposta, você será capaz de definir o que decorar (ou redecorar) primeiro.
Há várias outras perguntas. E elas surgirão ao longo desse curso fazendo você criar, no seu imaginário, a casa que atenda a tudo o que você precisa. As respostas serão seu guia para definir os tipos de móveis e saber quando compensa investir. Mais alguns exercícios que podem ajudar você a separar o que é sonho do que é necessidade: pesquise em revistas de decoração e olhe, com atenção, as fotos de mostras de decoração do Casa.com.br. Tente se imaginar nos ambientes que está vendo e perceba o que você sente. Tente avaliar se o local onde estão os sofás atenderiam a você. Tente perceber se a distância entre a pia, o fogão e a geladeira estão confortáveis. Também passe a observar, com olhar clínico, as casas dos amigos – converse com eles sobre as escolhas dos móveis e descubra o que eles mudariam em suas casas. Tudo isso vai ajudar você a formar um novo repertório.
Há ainda outra orientação para discernir entre onde é fundamental investir de onde não é: responda quanto tempo você pretende ficar no seu atual imóvel. Se você pretende ficar num lugar por vários anos (e, claro, não é do tipo que gosta de trocar a decoração com muita freqüência), pode pensar em investir em itens mais caros – com bom design, conforto e durabilidade. Mas se vai mudar em dois anos, por exemplo, sua necessidade é outra: itens mais econômicos (não necessariamente desconfortáveis, mas que, talvez, tenham uma vida útil menor).
O que comprar primeiro?
Se você já refletiu sobre quais os ambientes de sua casa são mais utilizados, já tem algumas prioridades em mente. Mas há também algumas regras para definir o que olhar primeiro:
1) Você está decorando a sua primeira casa, ou seja, ela não tem nada, nada, nada? Bom, o seu primeiro investimento serão os pisos (se o apartamento é novo e não tem acabamentos ou mesmo se você precisa restaurá-los). A seção de pisos e revestimentos do Casa.com.br http://casa.abril.com.br/materias/materiais/revestimentos_1.shtml ajudará você nesta definição. Também é importante deixar as paredes pintadas. Claro que você poderá trocar as cores no futuro, mas compensa escolher os tons de base - a aula 3 do seu Curso de Decoração ajudará você nesta escolha.
2) Quando a parte básica está OK, deve-se pensar nos móveis. Cama, sofá e mesa de jantar figuram no topo da lista de urgências. Como esses são itens caros (e grandes), você aprenderá na aula 2 do Curso de Decoração tudo sobre circulação e distribuição. Assim, não corre o risco de errar nas medidas e proporções. Ao final do curso, você saberá também como misturar estilos (para escolher um móvel atual e bonito).
3) Na sequência, você precisa pensar nas cortinas (que protegem os móveis dos raios solares) e nos tapetes (que trazem aconchego e delimitam espaços) e a aula 4 vai ajudar você nisso.
4) Pronto, agora é vez dos móveis auxiliares (aparadores, mesa de centro, mesa lateral...), mas nada de sair comprando aleatoriamente: trena na mão para não errar na medida e, como você já vai ter desenhado o seu projeto, evite compras por impulso.
5) Quadros e esculturas são caros e exigem, às vezes, anos de pesquisa. Então, vá comprando aos poucos. Colocar molduras em fotos e ilustrações também vale.
Estilos de decoração
O que chamamos de estilo, na decoração, é o modo particular pelo qual cada um imprime ao ambiente valores estéticos, jeito de ser, modo de levar a vida.
Pense na sua personalidade: se você é uma profissional dinâmica, que adora moda e sempre sai com os amigos, provavelmente não vai se identificar – nem se sentir bem – numa casa com cores sóbrias e móveis pesados, antigões. Por outro lado, essa mesma casa pode ser o sonho de alguém mais tradicional e introspectivo. O importante, sempre, é que sua decoração tenha a sua cara e que você se reconheça em cada objeto escolhido. Por isso deve haver parcimônia quando levamos em conta os estilos prontos, ou seja, aqueles consagradados – clássico, provençal, rústico...(alguns estão explicados abaixo). Não é necessário seguir nenhum deles – use-os apenas como referência. Como explica a designer de interiores Bya Barros, o legal do estilo é uni-lo com sua história e os objetos importantes na sua vida. Assim, mesmo uma casa moderninha pode ter um espelho românico, com moldura dourada.
Conheça alguns estilos (mas é só para você se inspirar):
O novo clássico
Peças do mobiliário antigo, namoradeiras, objetos dispostos em um desenho convencional, combinações de cores neutras em vez de tons fortes. Madeiras escuras têm lugar garantido, mas nada impede uso de aço ou móveis laqueados. O todo tem uma inspiração clássica, requintada e de bom gosto. O novo clássico, porém, não faz questão de cortinas pesadas ou de brocados: preza o conforto e a harmonia do conjunto.
Contemporâneo
Design de alta funcionalidade, muito metal, cores e móveis com desenho arrojado. A beleza desse estilo passa jovialidade e opta por formas enxutas, reduzidas ao essencial. Cores fortes também são bem vindas nessa estética clean, que privilegia espaços vazios e despreza a preocupação com miudezas: aqui, menos é mais.
Inspiração étnica
Cores, estampas, tecidos fluidos, móveis com entalhes minuciosos. Em vez de cadeiras, pode-se sentar em almofadas, por que não? Nesse estilo, viagens ao oriente são lembradas, mas sem abrir mão do conforto e da funcionalidade ocidental. A tendência étnica valoriza as culturas regionais, como um contraponto à globalização.
Provençal
Móveis com pátina rústica, branca ou colorida, tecidos de algodão com estampas alegres e miúdas, paredes brancas: assim é o estilo provençal, inspirado nos moradores da região francesa da Provença do século 17. Para a designer de interiores Bya Barros, o estilo combina com móveis brasileiros. “As madeiras brasileiras se dão muito bem nesse estilo, que não precisa ficar preso a itens importados.”
Rústico
Aqui, quem comanda são a madeira escura, as cores quentes, pratos e quadros nas paredes, tecidos vistosos, cortinas com babados. Em vez da praticidade, predomina o aconchego. E não há preconceito em reunir um sortido de peças charmosas, aproveitando armarinhos, bancos e prateleiras, na sala, na cozinha, na copa...
Contratar ou não um profissional?
Se você pretende acompanhar esse curso, provavelmente, não pensa em contratar um profissional – designer de interiores, decorador ou arquiteto. Mas se, ao contrário, quer aprender sobre decoração justamente para ter um diálogo mais preciso com quem você contratar, seguem algumas orientações para que essa contratação seja a melhor possível:
1) Pesquise entre seus amigos e conhecidos, na internet e em revistas especializadas para se decidir por alguns nomes.
2) Marque uma entrevista com os nomes que escolheu – essa primeira consulta não será cobrada. Peça para ver o portfólio e, se possível, visite obras prontas. Também cheque se há afinidade entre vocês: se o forte dele é o estilo clean enquanto você adora uma decoração extravagante, ele não é a melhor opção para o seu caso.
3) Converse sobre os orçamentos e decida quem ficará com o seu projeto. Os preços cobrados variam muito. Podem ser contabilizados por metro quadrado ou hora técnica, entre outras opções. Evite surpresas solicitando previamente uma tabela de honorários do profissional, e exatamente todos os serviços que ele vai prestar: elaborar um projeto, tocar a obra, visitar com você as lojas etc.
Confira honorários sugeridos por associações de profissionais*:
Valor médio por m² decorado - R$ 70,00
Consulta (com duração de três horas) - de R$ 100,00 a R$ 200,00
Hora técnica (para serviços não previstos no projeto) - de R$ 75,00 a R$ 100,00 a hora
Acompanhamento da obra - de 10% a 15% do custo estimado
*Fonte: ABD




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Preciso usar madeiras do mesmo tom?
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Como combino o verde na sala?
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Quero uma cozinha rústica
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Mudança na sala de estar
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perguntou na categoria Como combinar


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