Soluções criativas na Morar Mais por Menos Curitiba
Luminárias feitas de bolas de pingue-pongue ou formas de bolo estão entre as novidades da terceira edição da mostra na capital paranaense
Por Nádia Sayuri Kaku
[img0]Está aberta desde o dia 30 de setembro a terceira edição da mostra Morar Mais por menos em Curitiba, que traz 50 ambientes assinados por mais de 70 profissionais da área de arquitetura, design, decoração e paisagismo. Com a proposta de mostrar que é possível morar bem sem gastar muito, este ano o local escolhido para a mostra é uma residência projetada pelo arquiteto Júlio Pechman, no bairro Bigorrilho, que ocupa uma área de 2 mil metros quadrados e é um exemplar típico da arquitetura da década de 80. Além da casa principal e dos vários jardins, também foram construídos um chalé de madeira que abriga ambientes de uma pousada de praia e um espaço para eventos. Conceitos de sustentabilidade e soluções ecológicas são amplamente explorados nos projetos, assim como soluções criativas, como luminárias feitas de bolas de pingue-pongue ou de formas de bolo. Fique por dentro também das novidades da outras mostras da Morar Mais por Menos em todo o Brasil.
Morar Mais por Menos Curitiba Onde: r. Lúcio Rasera, 167, Bigorrilho, Curitiba, PR Quando: de 30 de setembro a 02 de novembro Entrada: R$ 20 Informações: tel. (41) 3019 6894 e 3019 6871
Fachada e luminotécnica. Para dar um ar mais aconchegante à fachada da casa projetada por Júlio Pechman na década de 80, Adriana Sypniewski e Ivana L. de Abreu optaram por uma iluminação na cor âmbar. A preocupação ambiental se mostra presente nas lâmpadas de leds e nos balizadores, presentes na escada e em alguns pontos do jardim, que funcionam com energia solar.
Marcelo Stammer
Jardim de entrada. A proposta do paisagista Dimilson Bentz para os jardins do Morar Mais é criar um ambiente contemporâneo, que valorize e embeleze a fachada da residência. A escolha de vasos de barro e de plantas que se adaptam a cada espaço reduz os custos e facilita a manutenção.
Marcelo Stammer
Jardim de saída. O diferencial do projeto de Dimilson Bentz para o jardim de saída é o deck e a pérgula feitos em pínus autoclavado de madeira certificada, que reflete a opção do paisagista em priorizar o uso de materiais perenes e ecologicamente sustentáveis.
Marcelo Stammer
Estar de boas-vindas e bilheteria. No ano da França no Brasil, a arquiteta Isabela Aguirra Pilagallo coloca uma sutil referência à alta costura no ambiente que engloba a sala de estar e a bilheteria da mostra. Em 40 m², a idéia é criar um projeto inusitado, com tapetes e móveis dispostos de forma assimétrica e uma iluminação intercalada no gesso. Pensando na sustentabilidade, a escolha dos materiais levou em conta o baixo impacto ambiental e a fácil manutenção.
Walter Morgenthaler
Hall. A primeira coisa que chama a atenção no ambiente que dá as boas-vindas aos visitantes da mostra são as cores fortes e os tons escuros: em 13 m, Mariana Ribeiro homenageia Júlio Pechman, responsável pelo projeto da casa que abriga a mostra, e ainda cria um impacto visual forte, ressaltado pelo contraste com as flores de cores vivas. A mistura do moderno com o contemporâneo aparece na combinação da madeira com objetos clássicos, como os lustres e as pedras.
Walter Morgenthaler
Lavabo. Com a idéia de aliar materiais rústicos com cristais e tecidos finos, Priscila Gabrielly Santos prioriza as texturas para criar um lavabo moderno e ao mesmo tempo requintado. A parede é revestida com placas enferrujadas e os móveis são feitos de madeira de demolição.
Walter Morgenthaler
Estar principal. Cores sóbrias e iluminação indireta predominam no ambiente de Dalton Vidotti, projetado como um local multifuncional, que pode ser usado tanto para receber os amigos como para degustar um bom vinho. O mobiliário é revestido em veludo cinza fosco e as texturas naturais aparecem na escolha de materiais como junco, palha e couro ecológico, que compõem um ambiente casual chic. O diferencial fica por conta da obra do artista plástico Carlos Eduardo Zimmermann, que era muito apreciado por Júlio Pechman, responsável pelo projeto da casa que abriga a mostra.
Walter Morgenthaler
Sala de TV e cinema. Para fugir do óbvio ambiente high-tech, os arquitetos Flávia Trevisan Meyer e Thiago Florenzano criaram uma sala de TV onde a tecnologia se apresenta em meio a um estilo clássico. Cores escuras e texturas contrastam com o dourado que, segundo os profissionais, é uma tendência mundial. Para não comprometer a acústica, na hora da escolha dos materiais, a qualidade sonora dói levada em conta.
Marcelo Stammer
Lavanderia. Com inspiração na cultura americana, a lavanderia de Mariluci Baqueta Brambilla, Mônica Becker e Katerine Campagnoli foi feita para pessoas que não dispõem de muito tempo para as tarefas domésticas e precisam de organização e praticidade. Os armários ventilados com portas deslizantes em acrilato permitem diferentes composições, além de facilitar a visualização de objetos em seu interior. As peças são fabricadas pela Closet & Cia por meio de processos que respeitam o meio ambiente.
Walter Morgenthaler
Quintal. A proposta de Mônica Schaefer e Tatiana Demantova é transformar o quintal - um espaço da casa quase sempre deixado em segundo plano - em um local com clima de casa de interior, com direito a muitas plantas e pedras. Destaque para os vasos na parede, apoiados em nichos feitos de caixote de vinhos e para o design da mesa que possui um encaixe para vaso no centro.
Marcelo Stammer
Miniestúdio. Transformar uma área de 10m² em cozinha, copa, sala e quarto foi o desafio das arquitetas Marina Canhadas e Sabina Bottarelli. Para isso, os móveis multifuncionais receberam cores neutras e o ambiente foi setorizado com o gesso. O toque arrojado fica por conta dos pufes e almofadas coloridas.
Perspectiva em 3D
Cozinha. Linhas retas e eletrodomésticos modernos marcam a contemporaneidade da cozinha de Carla Kiss. As superfícies brilhantes se opõem aos revestimentos que imitam madeira natural rústica e remetem às raízes da culinária brasileira, especialmente a africana. Uma ilha com cooktop, bancada e mesa posicionada em um ângulo incomum quebra a simetria dos móveis e a bancada com laptop e TV no centro do ambiente compõem a parte tecnológica do projeto.
Walter Morgenthaler
Copa bistrô. Em um ambiente clean e contemporâneo, Ana Beatriz Knopki e Gustavo Lopes Krukoski criaram um espaço no qual as pessoas possam se reunir, sem fugir da referência aos bistrôs franceses. Os diferenciais do ambiente ficam por conta dos bancos e tampos em madeira natural reciclada, da pequena horta em vasos coloridos e da criativa adega feita por telhas.
Marcelo Stammer
Sala de jantar. A sala de jantar de Clarice Cassilha Volpi e Simoni Volpi foi pensada para pessoas que gostam de sofisticação em um estilo contemporâneo. Sem interferir no espaço original, os espelhos dão a sensação de amplitude e o lustre foi valorizado pelo pé direito duplo. Destaque para as cortinas, um lançamento da marca Ton sur Ton, e para os rodapés em poliestireno, confeccionados com isopor reciclado e ecologicamente corretos.
Marcelo Stammer
Sala de família. A sala proposta pelas arquitetas Laiana Wawzyniak e Eliane Caldeira tem como alvo o jovem que se preocupa em usar materiais ecologicamente corretos. Por isso, a novidade fica por conta da biolareira apoiada na mesa de centro que, além de minimizar o impacto ambiental, é ideal para o clima de Curitiba. A peça é feita de madeira e vidro e é um lançamento da Artfire, fornecido pela Kraft.
Marcelo Stammer
Biblioteca. Privilegiando a circulação, o ambiente proposto por Daniella Fanaya e Rubens Portella conjuga as funções de biblioteca, sala de estudos, de leitura e música. A bancada original feita em concreto se faz de superfície de trabalho e a poltrona amarela quebra a sobriedade das cores. Os destaques do projeto são a poltrona-escultura, que dá a impressão de estar suspensa no ar, e a parede revestida por um vinil automotivo usado no revestimento interno da Kombi.
Marcelo Stammer
Banheiro da moça. O diferencial do banheiro criado por Carolina Mehl e Larissa Schnekenberg é a parede que divide o ambiente em dois espaços: de um lado está a bancada da cuba e do outro a louça sanitária e o boxe. As listras de pastilhas coloridas dão um ar alegre ao projeto e os bambus e a iluminação feita por leds e lâmpadas fluorescentes mostram a preocupação com a sustentabilidade.
Marcelo Stammer
Quarto da moça. Com paleta de cores que varia nos tons de amora, fúcsia e uva e detalhes em prata, o quarto desenhado por Priscila Jansen tem um ar romântico e funções multiúso adequadas a uma moça entre 15 e 25 anos. A cama em tablado com futon às vezes se faz de sofá e os nichos presentes na cabeceira e nas laterais podem ser usados para acomodar os mais diversos objetos. Para minimizar custos com a marcenaria, a arquiteta optou pelo uso do dry wall.
Walter Morgenthaler
Varanda provençal. Como o próprio nome diz, o projeto de Cláudia de Andrade é uma releitura do estilo da região da Provença, na França. Com plantas presas em treliças e aplicações de pastilhas com detalhes em azul, o espaço pretende fugir do clean e ser rústico e simples ao mesmo tempo. O deck modular usa somente matéria-prima proveniente de planos de manejo florestal, autorizada pelo IBAMA.
Marcelo Stammer
Quarto de hóspedes. Como a função primordial de um quarto de hóspedes é receber bem o convidado, as arquitetas Anna Sylvia Pires Bassaneze e Patricia Mara Czerveny apostam nos tons pastéis para proporcionar conforto e aconchego. Quebrando a monocromia do ambiente, estão as rosas vermelhas e pretas presentes na tela criada pela artista Simone Trombini Costa e no enxoval artesanal personalizado pelo ateliê Lola Roupa da Casa.
Marcelo Stammer
Banheiro social. O único móvel que não foi criado especialmente para a mostra no projeto de Maria Fernanda Ceschin Lorusso e Luciana Olesko foi o aparador da vovô. No entanto, com a nova pintura em laca preta brilhante, a peça não só ganhou uma cara moderna como se transformou no centro da composição. A iluminação natural e difusa do ambiente é proporcionada pelas vigas do teto, preservadas da casa original.
Marcelo Stammer
Quarto do menino. Em um pouco mais de 12 m², a arquiteta Ice Denobi e a decoradora Cleusa Maria de Souza criaram um ambiente para um menino pré-adolescente com móveis que podem ser utilizados também na fase adulta. Com áreas específicas para o lazer e para o estudo, o projeto investe em materiais recicláveis, como a luminária feita de bolas de pingue-pongue e os pendentes feitos com garrafas de vidro. Atente para o criativo papel de parede composto por canudos de jornal e tinta látex.
Marcelo Stammer
Quarto do casal. A proposta de Juliana Lahóz é mostrar que é possível criar um ambiente sofisticado e aconchegante em uma área reduzida. As cores sóbrias e o contraste entre tons claros e escuros dão personalidade ao quarto, assim como painel com flores ao fundo. Tantos os painéis da parede como os móveis são feitos de madeira teca certificada.
Marcelo Stammer
Banheiro do casal. As linhas retas e a escolha do branco e do bege dão um ar clean e natural ao banheiro e deixam a área de 5 m2 com a impressão de amplitude. Para minimizar custos, os arquitetos Luiz Trevisol, Rúbia Mussi e Elisa Fornasier trocaram os habituais revestimentos em mármores e granito por fórmica e inovaram ao usar um adesivo especialmente desenhado para a mostra como ornamento em uma das paredes.
Walter Morgenthaler
Copa e cozinha do apartamento da executiva. Desenvolvido para uma mulher contemporânea que quer uma área não-convencional para quando for praticar a arte da culinária, o ambiente de Camila Pesenti e Claudia Joly aposta nos tons de uva metalizado e grafite. O forno, a pia e a geladeira foram acomodados em nichos independentes e as luminárias são fixadas em um trilho, que permite movimentação e se adequa às necessidades da cozinha.
Walter Morgenthaler
Estar e quarto da executiva. Para acentuar o pé direto baixo e aproveitar de forma mais dinâmica a área de 31 m², a arquiteta Giselle Ramos do Nascimento optou por linhas retas que passam uma sensação de movimento, além de integrar de forma natural os dois ambientes propostos. Usando conceitos de sustentabilidade, o projeto inova na utilização de materiais comuns em novas funções, como o tecido aplicado no piso, o dry wall no armário e o granito como móvel.
Walter Morgenthaler
Varanda brasileira. Para fugir dos estilos orientais comumente usados em áreas abertas, a arquiteta Cláudia de Andrade criou um ambiente que une o revestimento de pedras naturais com o deck modular de madeira. Objetos românticos e artísticos quebram as linhas retas e dão um toque feminino ao espaço de 5m2. O destaque fica para a escultura em pedra-sabão de autoria do artista mineiro Eleotério, feita exclusivamente para a mostra.
Walter Morgenthaler
Espaço Capim Limão. Em uma inusitada mistura do estilo Provençal com linhas retrô, o ambiente comercial criado por Raquel Frizzas tem papel de parede assinado por Marcelo Rosenbaum e cadeiras simples em madeira com palha traçada. A luminária assinada por Raquel Frizzas dá um charme ao local e a paleta em tons de vermelho passam uma sensação de aconchego.
Walter Morgenthaler
Espaço Nichele. Com cores claras e iluminação aconchegante, o escritório de Denise Moura tem como objetivo ser universal, podendo ser utilizado por qualquer pessoa, em casa ou na empresa. Aparelhos de última geração se aliam aos elementos naturais e dão ao ambiente uma função dupla: durante o trabalho, a tecnologia torna a vida mais fácil, na hora descanso, as poltronas são ideais para relaxar.
Walter Morgenthaler
Escritório corporativo. Pensando em minimizar os custos com o ar-condicionado, Gisela Ribeiro e Zeh Pantarolli aproveitaram ao máximo a luz natural e a cor branca, para que o menor calor possível fosse absorvido. A mesa do gerente é composta por duas portas antigas e um vidro blindex e os detalhes aparecem nos porta-objetos feitos de disquetes. A grande novidade do projeto é o LED Window, um painel composto por lâminas 3 Form (uma placa de poliéster reciclado), vidro com adesivos e iluminação em led que muda de cor ao passar das horas, simulando o a iluminação natural externa.
Walter Morgenthaler
Escritório do colecionador. A proposta da arquiteta Ivana Malczewski é aliar um estilo contemporâneo a móveis clássicos para uma pessoa que aprecie artes plásticas. E como a palavra de ordem é contemplação, nada melhor que o conforto da chaise longe preta desenhada especialmente para a mostra. Destaque para as obras do artista plástico Celso Izidoro e para o uso de espelhos venezianos pretos.
Walter Morgenthaler
Galeria de arte e escada. Quadros e esculturas de artistas paranaenses ganham destaque no projeto de Patrícia Vertuan de Oliveira. Em uma área total de 18 m2 a proposta contemporânea traz conceitos da sustentabilidade, com o uso do papel de parede feito de fibras naturais, guarda-corpo elaborado com madeira e cabos de aço, além de luminárias embutidas em caixas de madeira suspensas também por cabos de aço.
Marcelo Stammer
Lavabo funcional feminino. Para instigar o público a perceber que o lavabo funcional também faz parte da mostra, a arquiteta Marina Rodrigues Fernandes de Oliveira apostou em texturas, cores e detalhes espalhados por todo o ambiente. Destaque para os criados-mudos usados como bancada e para os pufes feitos de garrafa pet e tecido natural.
Marcelo Stammer
Lavabo funcional masculino. Levando em conta a atenção que os homens dão à informação, o lavabo de Marina Rodrigues Fernandes de Oliveira optou pela decoração feita com folhas de jornal e pelo uso incomum de uma fruteira como parte do gabinete do lavatório. A proposta era de fugir do óbvio e mostrar que, apesar de funcional, o ambiente também faz parte da mostra.
Marcelo Stammer
Garagem do colecionador. Com poucos detalhes coloridos na parede, a garagem projetada por Dora Peixoto e Lúcia Jardim tem como objetivo ser uma área de exposição, onde o carro não seja ofuscado pelo ambiente. Para minimizar os danos ambientais, o projeto foi feito com materiais de baixo custo e sem muitas demolições.
Walter Morgenthaler
Espaço sensorial. Para deixar o espaço comercial com uma atmosfera zen, as arquitetas Fernanda Menosso e Rose Raitani apostaram nas cores fortes e fizeram dos objetos comercializados na loja também parte da decoração: bordados, trabalhos com fuxicos, almofadas e patchwork feitos por moradores da Colônia Figueiredo, de Campo Largo, e integrantes da ONG Orienta Vida decoram e também são vendidos. Atente para a luminária composta por pingentes de cristais, confeccionada a partir de um antigo portão de ferro.
Walter Morgenthaler
Café. Diversas tendências européias estão presentes no Café Maria Antonieta: os bancos com aplicação de capitonê remetem aos sofás Chesterfield e os painéis recortados a laser são uma referência ao designer francês Philippe Starck. A parede principal é forrada com formas plásticas de pudim que receberam pintura automotiva e os lustres foram confeccionados com formas de bolo, inspirados no trabalho do designer alemão Ingo Maurer. O projeto é de Ana Terra Graf e Marcelo Vacção.
Walter Morgenthaler
Terraço do café. O estilo tropical é a marca do jardim do terraço do café, que tem uma área de 73 m2 e é assinado por Éder Mattiolli, Roger Claudino e Andréia Mendes. Projetado para pessoas que estão ligadas diretamente à natureza, o espaço explora volumes, formas e cores, utilizando materiais ecologicamente corretos. Entre os destaques estão a pérgula estilizada e o orquidário.
Walter Morgenthaler
Piscina e gazebo. Para compor os 254 m2 que compõem a área da piscina e do gazebo, a paisagista Ana Augusta Lupion optou pelas plantas nativas brasileiras, principalmente as do Paraná. A escolha traz benefícios para a flora e a fauna locais e não demanda muita manutenção, já que o clima e solo são naturalmente adequados. Na parte da piscina, um pergolado anexo e uma parede verde ajudam na absorção do som e do calor.
Walter Morgenthaler
Pousada de praia. Assim como todos os projetos da Morar Mais, a pousada de 100 m2 valoriza o conceito de sustentabilidade e o uso de materiais naturais, como a palha e a madeira de reflorestamento. A estrutura é de pinus autoclavado e o telhado é feito em palha, capim santa-fé e eucalipto, materiais repostos rapidamente pela natureza. O projeto é de Susana Fischer.
Walter Morgenthaler
Recepção da pousada. Os tons avermelhados esquentam o ambiente, sem fugir do clima de praia, no ambiente de Líbia Patrícia Peralta Agudelo e Eloy Fassi Casagrande Júnior. Com o uso de bambu, fibras naturais e outros materiais ecologicamente corretos, o projeto tem como destaque o balcão feito de madeiras nobres reaproveitadas. Obras de Ademir Paixão, Marília Sielski e Celina Lima completam o ambiente.
Marcelo Stammer
Estar da pousada. Transformar um espaço de passagem em um lugar de permanência e aconchego é a proposta de Francielle H. Lucena e Lucimara Bucalon Xavier que inovam ao usar um deck e aproveitar a área em baixo da escada. A preocupação ambiental aparece nas persianas que permitem uma maior iluminação natural, no mobiliário feito em madeira certificada e na criativa luminária feita de fibra de coco.
Walter Morgenthaler
Suíte da pousada. O espaço criado por Mariluci Baqueta Brambilla e Mônica Becker pode ser usado tanto na praia como no campo e mistura móveis antigos, mobília característica da ilha de Bali, tecidos e estampas. A cama é ornada com dossel e a banheira é valorizada pelo caimento do telhado. O clima de intimidade proposto pelas profissionais é acentuado pela iluminação indireta, feita por luminárias, velas, balizadores e arandelas.
Marcelo Stammer
Quarto da pousada. Inspirado nos hotéis de Bora-Bora, que são suspensos sobre o mar, o projeto de Bianca Klass pretende trazer o clima da praia para dentro do quarto, com revestimentos em madeira e estampas em tons de azul. Por ser twin, o espaço pode ser utilizado facilmente por duas pessoas, assim como banheiro, que possibilita diferentes usos ao mesmo tempo. O boxe tem revestimento rústico e a bancada do banheiro, que comporta a cuba, é feita de madeira de demolição.
Marcelo Stammer
Jardim gourmet. Pensando em uma mulher que gosta de receber os amigos e cozinhar com temperos frescos, a designer de interiores Claudia Canales resolveu integrar o espaço gourmet e colocá-lo no meio de uma horta de ervas. O estilo rústico do ambiente aparece no fogão à lenha e no piso cimentício. Objetos pessoais da chef de cozinha Geraldine Miraglia, a homenageada do espaço, dão um toque especial à ambientação.
Walter Morgenthaler
Espaço de eventos. As paredes erguidas com tijolos verdes são o destaque do espaço criado por Rose Guazzi e Poliana Portela. O recurso, que aproveita restos de materiais e dispensa o uso de forno para secagem, é resistente e econômico e pode ser usado de forma aparente, proporcionando texturas ao ambiente. Outra solução econômica foi a opção pelas telhas da Eternit, de cor natural de cerâmica, que não precisam de pintura. O piso é revestido em porcelanato branco com plotagem na área interna e na varanda a escolha foi pelo granito polido crema.
Walter Morgenthaler
Piano arte. Em uma imponente área de 100 m2, as arquitetas Rose Guazzi e Poliana Portela idealizaram um espaço voltado para quem gosta de receber os amigos com sofisticação para apreciar uma boa música, arte e gastronomia. O espaço agrega um piano bar, varanda, adega e jardim e homenageia o pianista e maestro João Carlos Martins, mesclando tecidos, texturas e materiais diversos. Destaque para as requintadas poltronas e para a cave de vinhos cavada na própria terra.
Marcelo Stammer
Ateliê da Dona da Casa. As cores claras deixam o espaço de apenas 8 m2 com um ar confortável e feminino, ideal para a dona-de-casa relaxar e praticar trabalhos manuais. A estante cheia de nichos permite que os materiais de trabalho sejam organizados facilmente e as cestas de palha com rodízios e futons no assento ganham versatilidade, podendo ser usadas como baú, banquetas e até mesa de apoio. Destaque para o painel rendado recortado a laser assinado pelo designer Pedro Lins. O projeto é das arquitetas Fernanda Menosso e Rose Raitani.
Marcelo Stammer
Banheiro da Executiva. Para atender um pedido da cliente e preservar o mármore Travertino das paredes, as designers de interiores Carolina Ferraz e Leandra Serbake resolveram trabalhar com uma paleta de cores nos mesmos tons do revestimento e optaram por madeiras claras e linhas retas. A bancada foi planejada para abrigar cosméticos, perfumes e outros produtos da rotina diária da mulher. O diferencial fica por conta da ecopastilha étnica feita a partir da reciclagem de lâmpadas fluorescentes descartadas.
Walter Morgenthaler
Adega. O desafio das designers Zirnai Gomes e Ana Letícia de Andrade foi transformar a reduzida área de 4,7 m2 em uma adega sofisticada e confortável. Para isso, criaram um nicho feito em veludo e vidro no sistema olverclick, que abriga até 49 garrafas. A iluminação difusa auxilia na identificação dos rótulos e o bom isolamento térmico permite um baixo consumo de energia.