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Para imprimir aconchego no loft, a arquiteta Fernanda Marques escolheu a madeira, material naturalmente acolhedor. “O tauari clareado reveste tudo: fachada, piso, parede e forro”, fala a arquiteta Paula Aveiro, da equipe de Fernanda. As tábuas (RB Pisos) de 200 x 10 x 1,8 cm (comprimento x largura x espessura) pregadas em estruturas de madeira dão forma aos acabamentos internos. Já a fachada chanfrada foi montada com estrutura de treliça metálica e drywall (chapa verde) e depois revestida com peças de tauari. “Usamos drywall por se tratar de uma obra de curto prazo. Para uma construção permanente, o indicado é alvenaria”, diz Paula. Como fica exposta às intempéries, a madeira recebeu verniz náutico.
Tudo de madeira
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O clima de casa de praia está presente em todo o bangalô projetado pelo arquiteto Dado Castello Branco. No banheiro, não podia ser diferente. Por isso, piso e parede ganharam revestimento de seixos rolados. “Na hora do banho, há a gostosa sensação de pisar descalço sobre as pedrinhas”, diz ele. Como as pedras vêm coladas em telas de tecido vazadas, o engenheiro civil Gley R. Lima diz que basta “afundá-las” na argamassa. “Leves batidas com um pedaço de madeira regularizam a superfície. O excesso de massa é retirado com uma bucha”, explica Gley. Na parede, tábuas de garapeira tingidas de castanho (Insight Marcenaria) foram pregadas em estruturas de madeira. Depois, receberam seladora e verniz náutico.
Ares de praia
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O espaço do paisagista Roberto Riscala é praticamente um pátio fechado. Essa condição determinou tanto a escolha dos materiais quanto o conceito do projeto: “Pensei nele como um quintal para cultivar plantas e andar descalço”, diz. Na legenda da próxima foto, você conhece os revestimentos deste ambiente.
Como um quintal 1
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Pensando em seu ambiente como um quintal, o paisagista Roberto Riscala escolheu um piso de placas cimentícias antitérmicas no tom areia (Sand, da Solarium). Como a área é limitada por paredes, ele fugiu do assentamento tradicional e instalou as peças numa camada de areia espalhada sobre a terra. “Assim consegui um piso permeável”, explica. “Esse assentamento não é aconselhável numa situação permanente, em que há muita flexão. O ideal é instalá-lo numa base sólida”, diz Cristiano Gomes, diretor comercial da Solarium. Na parede, treliças de pínus reflorestado.
Como um quintal 2
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Segundo o arquiteto japonês Takashi Sugimoto, nós ainda conservamos a essência de homem primitivo. Inspiradas por essa ideia, as arquitetas Cristina M. Barbara e Milena M. Purchio buscaram reproduzir o clima de caverna na casa de chá. “Revestimos as paredes com blocos de concreto celular, e ali esculpimos formas de rochas. Depois, aplicamos a textura feita com pó de pedra”, conta Milena. A textura (Granitec), pigmentada no tom acinzentado, garante o aspecto e o toque de uma superfície rochosa. Ela foi aplicada a jato com compressor e serve também para áreas externas. O piso de porcelanato cinza (Metrópole Gray, da Gyotoku, 1,20 x 0,60 m) completa a ambientação.
Clima de caverna 1
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Detalhe do encontro da parede de blocos de concreto celular e do piso de porcelanato cinza em ambiente das arquitetas Cristina M. Barbara e Milena M. Purchio.
Clima de caverna 2
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A encomenda ao arquiteto Arthur Casas era um refúgio para o fim de semana. Ele pensou num lugar despojado, mas o projeto só se delineou completamente quando se inspirou num retrato de um indígena. “Virou a cabana do xamã, em que o destaque são os materiais rústicos e nativos”, diz a arquiteta Cristiane Trolesi, da equipe de Arthur. Para o piso, o profissional escolheu granito rústico cortado de forma aleatória (Pagliotto Pedras). Retirado da natureza já envelhecido, ele é mais poroso, e depois de assentado com argamassa recebeu resina hidrofugante. Já a parede tem revestimento de tábuas de cruzetas (aquelas de poste). As peças, depois de tratadas com tíner e lixadas, foram pregadas na superfície de placas de compensado.
Rústico e nativo
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A arquiteta Solange Cálio priorizou o uso de materiais naturais no banheiro público. “Eles podem ser reaproveitados ou se decompor na natureza”, diz. Conheça, na legenda da próxima imagem, os revestimentos por ela escolhidos para o ambiente.
Inspirado na natureza 1
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Na parede, a arquiteta Solange Cálio empregou aço patinável (Cosacor, da Usiminas). “Para disfarçar uma viga, cortei a chapa em retângulos. Resolvi manter o padrão, e fiz toda a parede com peças nesse formato”, fala. Elas foram oxidadas com ácido até formar uma camada de ferrugem, processo interrompido com um neutralizador de ácido. Após a instalação – as bordas dobradas se encaixam numa estrutura do mesmo aço –, as placas receberam verniz fosco. “Num banheiro comum, a umidade acelera o enferrujamento. Num lavabo, é melhor.” No piso, mármore travertino nacional (Tamboré Mármores).
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Réguas de madeira no piso do refúgio do velejador, da arquiteta Debora Aguiar, certo? A legenda da próxima foto conta a verdade sobre esse revestimento.
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Logo na entrada do refúgio do velejador, projetado pela arquiteta Debora Aguiar, o visitante é recebido pelo piso que só um observador atento percebe não se tratar de réguas de madeira envelhecida, e sim concreto. “Queria um revestimento para áreas externas e internas que transmitisse ideia de aconchego”, diz ela. Fabricadas pela Castelatto, as peças têm aspecto acinzentado. Depois de assentadas, recebem uma cera exclusiva do fabricante, que reage com o pigmento da massa, fazendo a cor aparecer – neste caso, o tom tabaco. Seu uso é necessário, pois ela também impermeabiliza a superfície.
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